terça-feira, 16 de julho de 2013

A pirâmide é um tipo de construção que proliferou em tempos remotos por muitos lugares da Terra. Se trata de uma figura geométrica perfeita e estética; mas esta explicação não é suficiente. Como tampouco o é definir as pirâmides como lugares de culto ou simples tumbas de maior ou menor magnificência. Existe algo mais, e existem abundantes provas disto: as pirâmides possuem um poder, que podemos definir como mágico, mas que na realidade é tão natural como as forças cósmicas que intervém em seus enigmáticos efeitos.
São inumeráveis as teorias que surgiram do mistério das pirâmides de Gizé; tem para todos os gostos, inclinações e preferências. E das mais variadas procedências e autorias. Muitas delas procedem do campo do ocultismo, e olha por onde, duas delas deram origem a investigações científicas impensáveis há algumas décadas, com resultados surpreendentes
OS FACTOS NÃO SÃO INVESTIGADOS A FUNDO.
O que os outros homens de ciência não conseguem compreender, ou compreendem demasiadamente bem, é por que os arqueólogos se empenham tanto em representar o papel do cachorro da horta que nem come nem deixa comer na propriedade que zelosamente guarda, por que a maioria dos arqueólogos desconfia e suspeita do radiocarbono, da fluorina (mineral composto de flúor e cálcio), dos medidores de radiações, dos radares, etc., em uma palavra de qualquer detector exacto, objectivo, não manuseado por aficionados em física e electrónica. Claro que os arqueólogos e os egiptólogos de profissão não têm a obrigação de terem feito uma carreira de Ciências, pois procedem das faculdades de Letras e História, mas… o que tem que ver seu curriculum escolar com a investigação dos fatos e dos fenómenos? Conta-se que o aristotélico Cremonini, contemporâneo de Galileu, não queria olhar pelo telescópio porque não lhe fazia falta olhar através de um artefacto duvidoso o que lê já sabia perfeitamente por autoridade do mais célebre cientista da Humanidade.
EXISTEM CÂMARAS SECRETAS SOB A PIRÂMIDE?
Bom, o fato é que um grupo de cientistas não dedicados à arqueologia decidiu averiguar se havia ou não câmaras secretas ocultas no interior e debaixo das pirâmides, e para trabalhar tranquilos, decidiram levar a cabo suas investigações com a pirâmide de Khefren, que aparentemente continha somente um curto corredor e uma só câmara mortuária. E assim em 1966 Luís Alvarez, catedrático de Físico da Universidade da Califórnia, em seguida galardoado com o Prémio Nobel de Física, idealizou um sistema para acabar de uma vez para sempre a questão da existência ou não de ambientes ocultos no interior da pirâmide em exame.
A EVIDÊNCIA DE UMA FORÇA OCULTA.
Os homens de ciência, e de que categoria, se declararam impotentes. “Se a geometria da pirâmide é um erro, declarou o chefe da equipe egípcia de investigação, existe um mistério cuja explicação encontra-se mais além de nossos conhecimentos; direi que me inclino para o segundo. Chamem-no vocês como quiserem – ocultismo, maldição, bruxaria ou magia – aqui existe uma força que desafia todas as leis da Ciência”.
E tinha razão. Na geometria estrutural da pirâmide não existe erros, e suas medidas foram centenas de vezes comprovadas nos últimos 150 anos. Portanto? Portanto na pirâmide actua uma força desconhecida e “sobrenatural”.
DA TEORIA À PRÁTICA.
Empenhou-se com sua intuição e, de volta ao seu lar, quis comprovar se estava certo. Para isto, construiu uma maquete da pirâmide, cuidando que na redução em escala todas as dimensões do monumento resultassem exactas. Em seguida, na mesma altura em que seria encontrada a câmara do faraó, colocou o cadáver de um gato e orientou a maquete conforme ao original, segundo os eixos norte-sul e este-oeste. Pois bem, sem a ajuda de nenhuma substância, o cadáver do gato ficou mumificado. Aleluia! Bovis havia descoberto que a configuração piramidal produzia um efeito dissecador e assim preservava da putrefacção. Entusiasmado, deu ampla publicidade a sua sensacional descoberta, que, por fim, depois de tantos milhões de anos revelava um dos enigmas mais apaixonantes acerca das pirâmides: os egípcios construíram seus sepulcros assim porque conheciam o segredo da propriedade de sua configuração, ou melhor ainda, conheciam como actuava a “força sobrenatural” capaz de inverter o curso normal dos acontecimentos físicos.
O INVENTO FUNCIONOU!
E para demonstrar que Bovis era um vulgar caçador de notoriedade como existem tantos, um charlatão sem escrúpulos disposto a jogar com a credibilidade das pessoas, ele mesmo decidiu realizar a experiência.
Com surpresa e assombro não teve mais remédio que admitir que o invento funcionava, já que foram vários os animais que conseguiu mumificar.
Então dedicou-se a estudar que relação podia dar-se entre a causa (forma da pirâmide) e o efeito obtido em seu interior. O mais lógico era supor que era a forma da pirâmide a que determinava o comportamento de seu interior, isto é, os acontecimentos de seu espaço interior, pelo qual cabia estabelecer como hipótese que, usando formas apropriadas e configurações a elas relativas, poderiam ser obtidos cedo ou tarde efeitos desejados e pré-fixados.
A ACÇÃO DE FORÇAS DESCONHECIDAS.
Bom, mas o que é isto, se perguntou Drbal: aqui existe dois fatos reais e inquestionáveis: a pirâmide tem o poder de mumificar e de regenerar o fio de uma navalha. E posto que não exista nada que aconteça por arte de magia, obviamente no interior do objecto devem actuar forças segundo leis não válidas fora dele. No entanto a capacidade especulativa de Drbal não dava para mais e renunciou a procurar que leis regiam no espaço interior das pirâmides e seu olfacto para ao negócio o inspirou que podia tirar proveito do assunto das lâminas usadas.
Nos anos 50 a indústria mundial das lâminas de barbear estava em crise, e as previsões de mercado unanimemente a condenavam à morte em um prazo muito breve, devido à batalha que praticamente haviam ganho as firmas fabricantes de barbeadores eléctricos. Drbal estudou a situação e chegou á conclusão de que as pessoas preferiam as máquinas eléctricas porque tinham a impressão de que com elas, praticamente, realizam uma economia, enquanto, usando as lâminas, depois de duas, três barbas, não serviam e teriam que comprar continuamente lâminas novas. Mas se a pirâmide caseira era capaz de deixá-las como novas…
A PIRÂMIDE, LENTE OU RESSONADOR DE ENERGIA.
Sendo assim, o poder renovador das pirâmides não pode mais que ser devido à que elas funcionam como lentes que concentram energia, ou como ressonadores que captam energia, fazendo-a actuar, no ponto correspondente à câmara mortuária do original, na função de catalisar a reestruturação cristalina. Do qual se deduz que a mesma configuração da pirâmide é algo parecidíssimo à estrutura de um cristal de magnética, e por isso criaria em seu interior um campo magnético.
Nada mais e nada menos: por um conjunto de factores, o fato é que a configuração de um compartimento parece que influi nos fenómenos que acontecem em seu interior.
Uma indústria tcheco-eslovaca produtora de cerveja, tendo em conta o princípio, comprovou que quando, por necessidade de tornar mais rentáveis a embalagem dos recipientes de seu produto, adoptou para estes a forma poligonal ao invés da tradicional cilíndrica, a qualidade da cerveja sofria diminuição.
Também foi averiguado que cobaias feridas recuperavam mais rapidamente à saúde se fossem alojadas em jaulas redondas.
MAGNETISMO POR FRICÇÃO.
Sempre foi dito que “os antigos” conheciam algo do fenómeno do magnetismo por fricção, sem deixar de considera-lo uma curiosidade.
É certo?
Se Alvarez não tivesse levado a cabo sua recopilação de dados, a força desta tradicional versão continuaria intacta, e todas as hipóteses que puderam ser formuladas contra a mesma continuariam estourando como bolhas de sabão na sólida parede de papel das opiniões autorizadas dos arqueólogos.
Já vimos que Alvarez e sua equipe trabalharam na detecção e medição dos raios cósmicos, e já sabemos que a pirâmide consegue alterar seu comportamento uma vez penetrados em seu interior.
ACÇÃO DAS FORÇAS ELETROMAGNÉTICAS.
Em física não existe nenhuma dificuldade para entender que as forças electromagnéticas geradas pelas águas subterrâneas percorrem o córtex terrestre, e ditas forças são denominadas “coulombranas”, do nome de seu descobridor Coulomb. Pois bem, as pirâmides e as pedras “captam” essas forças (daí a presença das esculturas megalíticas para o emprego das pedras), como ondas negativas. Será oportuno que os egiptólogos e os especialistas de outras culturas antigas, assim como os etnólogos, tenham presente que quando lêem ou ouvem acerca de “forças mágicas, vitais, ocultas, etc.”, o que se oculta atrás dessa fraseologia não são mais que forças coulombianas, e que portanto aqueles que delas falam ou deixam consignação escrita, as conheciam e sabiam (ou conhecem) (ou sabem) como usá-las, pelo que não eram nem tontos nem infantis nem irracionais, e se não primitivos actuais, não se deixem despistar por seu aspecto Semo oligofrénico.
OS COMPLEXOS CONHECIMENTOS DOS CONSTRUTORES.
Esta constatação nos orienta pra entender várias coisas: primeiro, que os construtores das pirâmides conheciam a importância do aportamento de energia cósmica e solar (daí todos os cultos ao céu, aos astros, ao sol, etc.); segundo, conheciam a importância do campo magnético terrestre como uma capa protectora e conservadora da biosfera frente às radiações cósmicas; terceiro, deviam conhecer a actividade eléctrica do planeta, cujos efeitos eram as forças e campos electromagnéticos; e quarto, deviam conhecer a radiactividade própria dos elementos químicos integrados no conjunto globo terráqueo, atmosférico e estratosférico. Em uma palavra, deviam conhecer a fundo a teoria dos quanta e dos intercâmbios quânticos de Max Planck, assim como a do indeterminismo de Heinsemberg, de forma que sua concepção do Universo não podia ser mais que a de um sistema unitário, isto é, de uma estrutura única, na qual nenhum elemento podia ser considerado independente do conjunto como algo fixo e estável em si e por si, mas como um efeito de acção próxima e remota, e consequentemente recíproca, de todas as forças de um jogo.
INTER-RELAÇÃO DOS FENÔMENOS.
Para eles, qualquer fenómeno está ligado a todos os demais, e para dar um exemplo, será suficiente recordar que os não mecanicistas, dando preferência às teorias do campo contínuo sobre os mecanicistas do átomo e do vácuo, em lugar de perder-se em ociosas discussões e pseudoproblemas sobre “a acção à distância”, descobriram antes que ninguém o magnetismo e os campos magnéticos e a teoria das marés, pois para seu ponto de vista não constituía nenhum escândalo lógico ou racional o fato que a agulha imantada assinala o pólo, ou que a lua exercia sua atracção sobre o oceano, pois, para eles, “todos os seres pertencem a um campo único, que é precisamente o que proclama hoje a Ciência.
E se é verdade que todos os seres, tudo o que existe pertence a um campo único, a consequência lógica é que a acção à distância é uma realidade e não uma ocorrência infantil ou demente como supunha Frazer, de forma que com respeito aos organicistas, os mecanicistas ocidentais eram como crianças frente a adultos.
AS PIRÂMIDES MODIFICAM AS RADIAÇÕES CÓSMICAS.
Estudos levados a cabo no Instituto Max Planck da Alemanha indicam que “os organismos protegidos das forças magnéticas e eléctricas perdem o ritmo das funções psicofísicas naturais e adquirem novos ritmos que não são circadianos”. Alto aí! Depois de um percurso apaixonante, voltamos a encontrar-nos com a resposta sugerida pelas pirâmides. Já vimos como elas conseguiam modificar a actuação das radiações cósmicas em seu interior, e por sua vez neutralizar a acção dos campos eléctricos e magnéticos no interior do mesmo, situando-o como fora do tempo. Mas o que é o tempo senão a medida dos circadianos, anual, cósmico, etc.?
MUDANÇAS DOS BIORRÍTIMOS NATURAIS.
O fato é que os construtores das pirâmides, uma vez descoberto que estas são instalações aptas para mudar os biorritmos naturais, não podem ser já consideradas pertencentes a uma civilização de nível científico precário, como por muitos, e o vimos por que, se continua proclamando. Quem constrói uma máquina, por simples que seja, conhece os princípios que permitem sua idealização e funcionamento. E se isto é assim, está claro que nessas épocas das passadas civilizações se dominava um espectro de conhecimentos mais amplos que i actual; que nesse espectro de conhecimentos se sabia muitíssimo mais da integração do ser humano no Cosmo que nestes momentos, por meio do método da ritmai universal cuidadosamente estudada, e até o surgimento, ciberneticamente, da classe de explicação última do ser do mesmo universo, cujas realidades, acontecimentos e fenómenos não seriam mais que efeitos do dinamismo probabilístico grandioso, infinitamente superior a todos os balbucios científicos da filosofia grega que não entendeu nada de tudo isto e que nos transmitiu seu mal-entendido, expresso simplesmente em um conceito absolutamente em todas as tradições antigas: Tudo está relacionado com tudo.
Pensamento dialéctico, não pensamento silogístico. Pensamento que permite fazer “magia”, para quem sabe discorrer com ele.