A pirâmide é um tipo de
construção que proliferou em tempos remotos por muitos lugares da Terra. Se
trata de uma figura geométrica perfeita e estética; mas esta explicação não é
suficiente. Como tampouco o é definir as pirâmides como lugares de culto ou
simples tumbas de maior ou menor magnificência. Existe algo mais, e existem
abundantes provas disto: as pirâmides possuem um poder, que podemos definir
como mágico, mas que na realidade é tão natural como as forças cósmicas que
intervém em seus enigmáticos efeitos.
São inumeráveis as teorias que
surgiram do mistério das pirâmides de Gizé; tem para todos os gostos,
inclinações e preferências. E das mais variadas procedências e autorias. Muitas
delas procedem do campo do ocultismo, e olha por onde, duas delas deram origem
a investigações científicas impensáveis há algumas décadas, com resultados
surpreendentes
OS FACTOS NÃO SÃO INVESTIGADOS A
FUNDO.
O que os outros homens de ciência
não conseguem compreender, ou compreendem demasiadamente bem, é por que os
arqueólogos se empenham tanto em representar o papel do cachorro da horta que
nem come nem deixa comer na propriedade que zelosamente guarda, por que a
maioria dos arqueólogos desconfia e suspeita do radiocarbono, da fluorina
(mineral composto de flúor e cálcio), dos medidores de radiações, dos radares,
etc., em uma palavra de qualquer detector exacto, objectivo, não manuseado por
aficionados em física e electrónica. Claro que os arqueólogos e os egiptólogos
de profissão não têm a obrigação de terem feito uma carreira de Ciências, pois
procedem das faculdades de Letras e História, mas… o que tem que ver seu
curriculum escolar com a investigação dos fatos e dos fenómenos? Conta-se que o
aristotélico Cremonini, contemporâneo de Galileu, não queria olhar pelo
telescópio porque não lhe fazia falta olhar através de um artefacto duvidoso o
que lê já sabia perfeitamente por autoridade do mais célebre cientista da
Humanidade.
EXISTEM CÂMARAS SECRETAS SOB A
PIRÂMIDE?
Bom, o fato é que um grupo de
cientistas não dedicados à arqueologia decidiu averiguar se havia ou não
câmaras secretas ocultas no interior e debaixo das pirâmides, e para trabalhar
tranquilos, decidiram levar a cabo suas investigações com a pirâmide de Khefren,
que aparentemente continha somente um curto corredor e uma só câmara mortuária.
E assim em 1966 Luís Alvarez, catedrático de Físico da Universidade da
Califórnia, em seguida galardoado com o Prémio Nobel de Física, idealizou um
sistema para acabar de uma vez para sempre a questão da existência ou não de
ambientes ocultos no interior da pirâmide em exame.
A EVIDÊNCIA DE UMA FORÇA OCULTA.
Os homens de ciência, e de que
categoria, se declararam impotentes. “Se a geometria da pirâmide é um erro,
declarou o chefe da equipe egípcia de investigação, existe um mistério cuja
explicação encontra-se mais além de nossos conhecimentos; direi que me inclino
para o segundo. Chamem-no vocês como quiserem – ocultismo, maldição, bruxaria
ou magia – aqui existe uma força que desafia todas as leis da Ciência”.
E tinha razão. Na geometria
estrutural da pirâmide não existe erros, e suas medidas foram centenas de vezes
comprovadas nos últimos 150 anos. Portanto? Portanto na pirâmide actua uma
força desconhecida e “sobrenatural”.
DA TEORIA À PRÁTICA.
Empenhou-se com sua intuição e,
de volta ao seu lar, quis comprovar se estava certo. Para isto, construiu uma
maquete da pirâmide, cuidando que na redução em escala todas as dimensões do
monumento resultassem exactas. Em seguida, na mesma altura em que seria
encontrada a câmara do faraó, colocou o cadáver de um gato e orientou a maquete
conforme ao original, segundo os eixos norte-sul e este-oeste. Pois bem, sem a
ajuda de nenhuma substância, o cadáver do gato ficou mumificado. Aleluia! Bovis
havia descoberto que a configuração piramidal produzia um efeito dissecador e
assim preservava da putrefacção. Entusiasmado, deu ampla publicidade a sua
sensacional descoberta, que, por fim, depois de tantos milhões de anos revelava
um dos enigmas mais apaixonantes acerca das pirâmides: os egípcios construíram
seus sepulcros assim porque conheciam o segredo da propriedade de sua
configuração, ou melhor ainda, conheciam como actuava a “força sobrenatural”
capaz de inverter o curso normal dos acontecimentos físicos.
O INVENTO FUNCIONOU!
E para demonstrar que Bovis era
um vulgar caçador de notoriedade como existem tantos, um charlatão sem
escrúpulos disposto a jogar com a credibilidade das pessoas, ele mesmo decidiu
realizar a experiência.
Com surpresa e assombro não teve
mais remédio que admitir que o invento funcionava, já que foram vários os
animais que conseguiu mumificar.
Então dedicou-se a estudar que
relação podia dar-se entre a causa (forma da pirâmide) e o efeito obtido em seu
interior. O mais lógico era supor que era a forma da pirâmide a que determinava
o comportamento de seu interior, isto é, os acontecimentos de seu espaço
interior, pelo qual cabia estabelecer como hipótese que, usando formas
apropriadas e configurações a elas relativas, poderiam ser obtidos cedo ou
tarde efeitos desejados e pré-fixados.
A ACÇÃO DE FORÇAS DESCONHECIDAS.
Bom, mas o que é isto, se
perguntou Drbal: aqui existe dois fatos reais e inquestionáveis: a pirâmide tem
o poder de mumificar e de regenerar o fio de uma navalha. E posto que não
exista nada que aconteça por arte de magia, obviamente no interior do objecto
devem actuar forças segundo leis não válidas fora dele. No entanto a capacidade
especulativa de Drbal não dava para mais e renunciou a procurar que leis regiam
no espaço interior das pirâmides e seu olfacto para ao negócio o inspirou que
podia tirar proveito do assunto das lâminas usadas.
Nos anos 50 a indústria mundial
das lâminas de barbear estava em crise, e as previsões de mercado unanimemente
a condenavam à morte em um prazo muito breve, devido à batalha que praticamente
haviam ganho as firmas fabricantes de barbeadores eléctricos. Drbal estudou a
situação e chegou á conclusão de que as pessoas preferiam as máquinas
eléctricas porque tinham a impressão de que com elas, praticamente, realizam
uma economia, enquanto, usando as lâminas, depois de duas, três barbas, não
serviam e teriam que comprar continuamente lâminas novas. Mas se a pirâmide
caseira era capaz de deixá-las como novas…
A PIRÂMIDE, LENTE OU RESSONADOR
DE ENERGIA.
Sendo assim, o poder renovador
das pirâmides não pode mais que ser devido à que elas funcionam como lentes que
concentram energia, ou como ressonadores que captam energia, fazendo-a actuar,
no ponto correspondente à câmara mortuária do original, na função de catalisar
a reestruturação cristalina. Do qual se deduz que a mesma configuração da
pirâmide é algo parecidíssimo à estrutura de um cristal de magnética, e por
isso criaria em seu interior um campo magnético.
Nada mais e nada menos: por um
conjunto de factores, o fato é que a configuração de um compartimento parece
que influi nos fenómenos que acontecem em seu interior.
Uma indústria tcheco-eslovaca
produtora de cerveja, tendo em conta o princípio, comprovou que quando, por
necessidade de tornar mais rentáveis a embalagem dos recipientes de seu
produto, adoptou para estes a forma poligonal ao invés da tradicional
cilíndrica, a qualidade da cerveja sofria diminuição.
Também foi averiguado que cobaias
feridas recuperavam mais rapidamente à saúde se fossem alojadas em jaulas
redondas.
MAGNETISMO POR FRICÇÃO.
Sempre foi dito que “os antigos”
conheciam algo do fenómeno do magnetismo por fricção, sem deixar de
considera-lo uma curiosidade.
É certo?
Se Alvarez não tivesse levado a
cabo sua recopilação de dados, a força desta tradicional versão continuaria
intacta, e todas as hipóteses que puderam ser formuladas contra a mesma continuariam
estourando como bolhas de sabão na sólida parede de papel das opiniões
autorizadas dos arqueólogos.
Já vimos que Alvarez e sua equipe
trabalharam na detecção e medição dos raios cósmicos, e já sabemos que a
pirâmide consegue alterar seu comportamento uma vez penetrados em seu interior.
ACÇÃO DAS FORÇAS
ELETROMAGNÉTICAS.
Em física não existe nenhuma
dificuldade para entender que as forças electromagnéticas geradas pelas águas
subterrâneas percorrem o córtex terrestre, e ditas forças são denominadas
“coulombranas”, do nome de seu descobridor Coulomb. Pois bem, as pirâmides e as
pedras “captam” essas forças (daí a presença das esculturas megalíticas para o
emprego das pedras), como ondas negativas. Será oportuno que os egiptólogos e
os especialistas de outras culturas antigas, assim como os etnólogos, tenham
presente que quando lêem ou ouvem acerca de “forças mágicas, vitais, ocultas,
etc.”, o que se oculta atrás dessa fraseologia não são mais que forças
coulombianas, e que portanto aqueles que delas falam ou deixam consignação
escrita, as conheciam e sabiam (ou conhecem) (ou sabem) como usá-las, pelo que
não eram nem tontos nem infantis nem irracionais, e se não primitivos actuais,
não se deixem despistar por seu aspecto Semo oligofrénico.
OS COMPLEXOS CONHECIMENTOS DOS
CONSTRUTORES.
Esta constatação nos orienta pra
entender várias coisas: primeiro, que os construtores das pirâmides conheciam a
importância do aportamento de energia cósmica e solar (daí todos os cultos ao
céu, aos astros, ao sol, etc.); segundo, conheciam a importância do campo
magnético terrestre como uma capa protectora e conservadora da biosfera frente
às radiações cósmicas; terceiro, deviam conhecer a actividade eléctrica do
planeta, cujos efeitos eram as forças e campos electromagnéticos; e quarto,
deviam conhecer a radiactividade própria dos elementos químicos integrados no
conjunto globo terráqueo, atmosférico e estratosférico. Em uma palavra, deviam
conhecer a fundo a teoria dos quanta e dos intercâmbios quânticos de Max
Planck, assim como a do indeterminismo de Heinsemberg, de forma que sua
concepção do Universo não podia ser mais que a de um sistema unitário, isto é,
de uma estrutura única, na qual nenhum elemento podia ser considerado
independente do conjunto como algo fixo e estável em si e por si, mas como um
efeito de acção próxima e remota, e consequentemente recíproca, de todas as
forças de um jogo.
INTER-RELAÇÃO DOS FENÔMENOS.
Para eles, qualquer fenómeno está
ligado a todos os demais, e para dar um exemplo, será suficiente recordar que
os não mecanicistas, dando preferência às teorias do campo contínuo sobre os
mecanicistas do átomo e do vácuo, em lugar de perder-se em ociosas discussões e
pseudoproblemas sobre “a acção à distância”, descobriram antes que ninguém o
magnetismo e os campos magnéticos e a teoria das marés, pois para seu ponto de
vista não constituía nenhum escândalo lógico ou racional o fato que a agulha
imantada assinala o pólo, ou que a lua exercia sua atracção sobre o oceano,
pois, para eles, “todos os seres pertencem a um campo único, que é precisamente
o que proclama hoje a Ciência.
E se é verdade que todos os
seres, tudo o que existe pertence a um campo único, a consequência lógica é que
a acção à distância é uma realidade e não uma ocorrência infantil ou demente
como supunha Frazer, de forma que com respeito aos organicistas, os
mecanicistas ocidentais eram como crianças frente a adultos.
AS PIRÂMIDES MODIFICAM AS
RADIAÇÕES CÓSMICAS.
Estudos levados a cabo no
Instituto Max Planck da Alemanha indicam que “os organismos protegidos das
forças magnéticas e eléctricas perdem o ritmo das funções psicofísicas naturais
e adquirem novos ritmos que não são circadianos”. Alto aí! Depois de um
percurso apaixonante, voltamos a encontrar-nos com a resposta sugerida pelas
pirâmides. Já vimos como elas conseguiam modificar a actuação das radiações
cósmicas em seu interior, e por sua vez neutralizar a acção dos campos
eléctricos e magnéticos no interior do mesmo, situando-o como fora do tempo.
Mas o que é o tempo senão a medida dos circadianos, anual, cósmico, etc.?
MUDANÇAS DOS BIORRÍTIMOS
NATURAIS.
O fato é que os construtores das
pirâmides, uma vez descoberto que estas são instalações aptas para mudar os biorritmos
naturais, não podem ser já consideradas pertencentes a uma civilização de nível
científico precário, como por muitos, e o vimos por que, se continua
proclamando. Quem constrói uma máquina, por simples que seja, conhece os
princípios que permitem sua idealização e funcionamento. E se isto é assim,
está claro que nessas épocas das passadas civilizações se dominava um espectro
de conhecimentos mais amplos que i actual; que nesse espectro de conhecimentos
se sabia muitíssimo mais da integração do ser humano no Cosmo que nestes
momentos, por meio do método da ritmai universal cuidadosamente estudada, e até
o surgimento, ciberneticamente, da classe de explicação última do ser do mesmo
universo, cujas realidades, acontecimentos e fenómenos não seriam mais que
efeitos do dinamismo probabilístico grandioso, infinitamente superior a todos
os balbucios científicos da filosofia grega que não entendeu nada de tudo isto
e que nos transmitiu seu mal-entendido, expresso simplesmente em um conceito
absolutamente em todas as tradições antigas: Tudo está relacionado com tudo.
Pensamento dialéctico, não
pensamento silogístico. Pensamento que permite fazer “magia”, para quem sabe discorrer
com ele.
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